| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Pipridae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Piprinae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | M. manacus |
A rendeira é uma ave passeriforme da família dos Pipridae. Também é conhecida pelos nomes populares de atangara-tinga, barbudinho, bilreira, cabeça-de-prata, corrupião, maria-rendeira, monge, mongo, mono, quebra-nozes, rendeira-branca, rendeiro, tangaratinga uirapuru e tangarazinho (Santa Catarina).
Seu nome científico significa: do (holandês) manakin, manneken = pequena coisa linda; nome utilizado no Suriname para o tangará. ⇒ Pequeno pássaro lindo.
Mede 10-11 cm. Apresenta dimorfismo sexual. O macho é preto e branco com pernas alaranjadas; a fêmea é verde com pernas amarelas.
Possui quinze subespécies:
(Clements checklist, 2014).
O que é luteinismo?
A ausência total da melanina, porém presença de pigmentos carotenóides. Portanto a ave apresenta-se geralmente amarela, além de possuir olhos vermelhos.
Alimenta-se de pequenos frutos redondos, com forte predileção pelos de coloração escura (Melastomataceae, Rubiaceae e Myrtaceae, por exemplo). Captura o fruto num voo rápido e o engole inteiro. Pode se alimentar também de insetos e raramente de bananas em comedouros de jardins.
Durante a dança pré-nupcial, os machos exibem-se para as fêmeas estufando as penas da garganta, fazendo parecer uma barba. Eles também se exibem em voos rápidos para a frente e para trás, fazendo estalos semelhantes àqueles produzidos pela “roca” na confecção das rendas de bilro, o que lhes valeu o nome popular rendeira. Estes estalos são produzidos pelo bater das asas nas costas/flancos da ave. Após o acasalamento geralmente o macho se afasta para outras áreas, ficando a fêmea solitária no processo de nidificação e criação dos filhotes (Observação pessoal: João de Almeida Prado).
É localmente comum no estrato inferior e nas bordas de florestas, capoeiras, campinas arbustivas e restingas, geralmente em locais com vegetação secundária tomada de cipós e de porte arbustivo. Sua dieta é baseada nos pequenos frutos das mais diversas espécies de Miconia spp (Melastomataceae) que abundam nestes ambientes. O macho possui penas modificadas nas asas que os permite emitir um ruidoso ruflar de asas durante seu voo pela galharia do bosque.
Presente na maior parte da Amazônia brasileira e, ao leste, segue do S do Rio Grande do Norte até o N de Santa Catarina. Encontrada também nos demais países amazônicos, algumas ilhas do Caribe e no Paraguai e Argentina.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: